A Síntese Estocástica de Xenakis
massas sonoras e processos composicionais dinâmicos em escalas micro e macrotemporais
DOI:
https://doi.org/10.52930/mt.v10i2.372Resumo
Xenakis definiu a base teórica da técnica da síntese estocástica em seu artigo “New Proposals on Microsound Structure”, de 1971, escrito durante seu período como professor associado da Universidade de Indiana. Nesta época, coordenando concomitantemente centros de pesquisa na França e nos Estados Unidos, desenvolveu pesquisa sobre modelos de síntese com auxílio computacional, abrindo novas possibilidades de síntese em escala microtemporal. Neste artigo, apresentamos uma abordagem histórica do desenvolvimento da síntese estocástica e sua relação com a noção de massa sonora, além de discutiremos suas transformações e implementações tecnológicas destacando quatro obras que, de alguma maneira, se utilizam deste modelo de síntese em sua realização: Polytope de Cluny (1972), Mikka “S” (1976), La Légende D’Eer (1977) e Gendy3 (1991), com enfoque na geração de massas sonoras com diferentes morfologias. Concluímos enfatizando a relação entre a micro e a macroestrutura das obras apresentadas, além da transferência de procedimentos composicionais entre obras eletroacústicas e instrumentais do período.