Forma e obra musical

Uma comparação

Autores

  • Ildar Khannanov Johns Hopkins University

DOI:

https://doi.org/10.52930/mt.v10i1.333

Resumo

As duas categorias principais, forma musical e obra musical, têm estado no centro das atenções por gerações de teóricos. A relação entre elas tem sido bastante dramática, como visto nos casos ocorridos nas tradições alemãs, russas e norte-americanas. Não é, no entanto, pelo interesse minucioso ou pela satisfação do apetite pela sensação que um historiador da teoria musical pode estar interessado em contemplar essa questão. A comparação da forma com a obra não gera uma oposição binária. Em vez disso, é um fenômeno natural: as coisas acontecem dessa maneira e as duas escolas de teóricos surgiram e continuaram mantendo fortes crenças na forma ou na obra. Com as necessárias referências à filosofia, às questões de ontologia e epistemologia dessas categorias fundamentais, o autor apresenta a história dos debates de formalistas e integralistas em ambas as dimensões da pesquisa e da pedagogia. No final do artigo, o autor tenta resumir essa antinomia e encontrar um possível lugar comum para sua avaliação dentro de um único quadro de pensamento.

Biografia do Autor

Ildar Khannanov, Johns Hopkins University

Ildar Khannanov, Ph.D. (Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, 2003), professor Associado de Teoria Musical no Peabody Institute, da Johns Hopkins University. Estudou teoria musical, piano e composição no Conservatório Estadual Tchaikovsky de Moscou e filosofia com Jacques Derrida na Universidade da Califórnia, Irvine (1997–2001). Apresentou trabalhos em conferências nacionais e internacionais em inglês, russo e francês. É membro do comitê científico do Congresso Europeu de Análise Musical e vice-presidente do comitê científico da Sociedade Russa de Teoria Musical. Suas publicações incluem os livros: Function, Functional Cycle and the Constitution of Tonality (New York, Nova Science Publishers, 2025), Form vs. Work: A Major Antinomy of Music Analysis (Singapura: Jenny Stanford, 2023), Music of Sergei Rachmaninoff: Seven Musical-Theoretical Etudes (Moscou: Kompozitor, 2011), The Non-Verbal Specificity of Music: Beyond Logos (Moscou: Logos, 2018) e os capítulos: “Towards a Topology of Music”, The Routledge Companion to the Sound of Space Philosophy & Politics: Virtual Spaces (Oxfordshire: Routledge, 2024), “Scriabin and the Classical Tradition”, Demystifying Scriabin (Londres: Brewer & Boydell, 2022), “Extension and Directionality: a Sketch for Musical Topology”, Music and Space (Belgrado: SANA, Serbian Academy of Arts, 2022), e “Line, Surface, Speed: Nomadic Features of Melody,” Sounding the Virtual. Gilles Deleuze and the Theory and Philosophy of Music, London: Ashgate Publishers, 2010. Sua esfera de interesse acadêmico inclui música do século XIX, filosofia, teorias da harmonia e da forma, música russa, música para cinema e narrativa cinematográfica.

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Publicado

2025-07-31

Edição

Seção

Artigos