https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/issue/feed Musica Theorica 2026-07-31T18:37:50+00:00 Gabriel Navia gabriel.navia@unila.edu.br Open Journal Systems <p><strong>Revista da Associação Brasileira de Teoria e Análise Musical (TeMA)</strong></p> <p><em>Journal of the Brazilian Society for Music Theory and Analysis</em></p> https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/401 Sobre os autores 2026-07-30T18:09:29+00:00 <p>-</p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/403 Editorial 2026-07-31T18:37:50+00:00 Gabriel Navia gabrielbianconavia@gmail.com <p>-</p> 2026-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Gabriel Navia https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/370 O tempo sonoro no âmbito da teoria do domínio sonoro 2025-11-08T18:16:45+00:00 André Codeço andre.codeco@ufop.edu.br <div> <p class="Resumo">O presente artigo visa discutir os conceitos de <em>continuidade</em> e <em>descontinuidad</em>e <em>do tempo sonoro</em> a partir da perspectiva estruturada na Teoria do Domínio Sonoro (Codeço 2019). Tal teoria se constitui como um arcabouço de ferramentas analíticas e composicionais construídas a partir da perspectiva de Smolin (2013) sobre o tempo, do Pensamento Sincrético proposto por Halac (2013) e da aplicação dos conceitos fora do tempo/dentro do tempo propostos por Xenakis (1990). Iniciaremos apresentando os conceitos, <em>tempo sonoro</em> (tempo passivo), <em>espaço sonoro</em> (espaço ativo) e <em>perturbação</em> do espaço sonoro, todos originários da Teoria do Domínio Sonoro, e passaremos à abertura de um diálogo crítico, acompanhado de uma análise sucinta, das abordagens de Guyau (2010) e Prigogine (1996) a fim de propor uma tipologia dos espaços sonoros. Em seguida, proporemos os conceitos de <em>continuidade</em> e <em>descontinuidade</em> do tempo sonoro e seus respectivos espaços a partir da discussão das propostas de Hasty (1986) e Grisey (1987), Kramer (1988) e Messiaen (1994).</p> </div> 2026-03-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 André Codeço https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/367 A Bússola Intertextual e as nove tipologias intertextuais principais 2025-10-21T15:58:58+00:00 Gabriel Mesquita gabrielmesquita2602@gmail.com <p>A pesquisa teve como objetivo elaborar uma proposta original para classificar e sistematizar a intertextualidade no âmbito da música. Para tanto, foi criada a chamada <em>Bússola Intertextual</em>, uma perspectiva bidimensional na forma de um gráfico por meio do qual é possível localizar cada caso de intertextualidade. As duas dimensões do gráfico correspondem aos aspectos da presença e da intencionalidade intertextuais: o primeiro, relacionado ao grau de reconhecibilidade do material temático do intertexto; o segundo, ao grau de preservação do contexto no qual o material estava inserido. A relação entre presença e intencionalidade corresponde, portanto, à relação entre algo que está sendo apresentado e a maneira pela qual se está apresentando algo. Por meio da Bússola Intertextual, foi realizada uma compilação e unificação inédita de tipologias intertextuais, que se mapeiam dentro do recorte bidimensional do gráfico. As <em>nove tipologias principais</em> são: citação, paródia, pastiche, modelagem sistêmica, modelagem de perfil, reescritura, paráfrase, homenagem e variação. Em cada caso, foram criadas <em>miniaturas originais</em> a partir de um mesmo intertexto: o tema inicial do primeiro movimento da <em>Sonata Op. 2 nº 1 em Fá menor</em> de Beethoven, escolhido por ser amplamente conhecido e utilizado em textos teóricos. O intuito foi mostrar, de forma didática, como um mesmo intertexto pode se transformar de maneiras totalmente distintas a partir de cada tipologia intertextual. Consideramos importante a produção de trabalhos que conscientizem e orientem o uso da intertextualidade, uma vez que, além de estar sempre presente nos processos criativos, ela pode atuar como poderoso gerador de ferramentas de criação e como uma alternativa para o “drama do papel em branco”. A <em>Bússola Intertextual</em> vem se mostrando uma proposta original e eficiente para sistematizar o uso da intertextualidade, revelando que toda obra é fruto de algo anterior e que a influência pode ser transformada em fonte inesgotável de recursos criativos.</p> 2026-03-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Gabriel Mesquita https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/382 Campos Harmônicos Modais 2026-02-23T18:17:47+00:00 Max Kühn max-kuhn@hotmail.com Pauxy Gentil-Nunes pauxygnunes@musica.ufrj.br <p>Este artigo apresenta uma sistematização dos campos harmônicos específicos de cada modo natural da coleção diatônica, aqui delimitados como conjuntos de tríades diatônicas organizadas funcionalmente em torno de uma tônica. Com base na fundamentação do <em>Modalismo Funcional Cromático</em> de Max Kühn e Pauxy Gentil-Nunes, adota-se a perspectiva de que a funcionalidade é um fenômeno intervalar e contextual, não restrito ao sistema tonal euroclássico. A partir do conceito de intervalo singular, estabelece-se o critério para a geração dos campos de tríades, chamados de eixos, referentes às funções tônica, dominante e subdominante nos modos naturais. Conclui-se que os modos naturais comportam campos harmônicos estruturados, em que as funções se definem por relações intervalares e sintáticas específicas. Assim, o estudo amplia o escopo dos modalismos sob o ponto de vista funcional, fornecendo uma teoria aplicável tanto à análise quanto à composição musical.</p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Max Kühn, Pauxy Gentil-Nunes https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/393 O contraponto dissonante no Quarteto de cordas n. 1 (Pedantic) de Henry Cowell 2026-05-27T22:00:30+00:00 Marcelo José Bellini Dino dinomarcelo@gmail.com Adriana Lopes da Cunha Moreira adrianalopes@usp.br <p>A presente análise apresenta a proposta do jovem Henry Cowell no <em>Quarteto de cordas n. 1 </em>(<em>Pedantic</em>), de 1916, como uma alternativa ao atonalismo da Segunda Escola de Viena. Para tanto, vale-se das pesquisas sobre o contraponto dissonante de Cowell desenvolvidas por Spilker (2010, 2011) e de recursos teóricos apresentados por Forte (1973) e Straus (2016) com ênfase nos vetores intervalares. Nesse contexto, foram definidos índices quantitativos e qualitativos das dissonâncias e consonâncias empregadas pelo compositor, bem como analisados aspectos relacionados à densidade e ao comportamento dos vetores intervalares. Esses procedimentos permitiram identificar parâmetros temporais, estruturais e formais da obra.</p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marcelo José Bellini Dino, Adriana Lopes da Cunha Moreira https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/352 Analisando Diálogo de Ruptura de Gilberto Mendes sob múltiplas perspectivas 2025-12-12T22:45:37+00:00 Rita de Cássia Domingues dos Santos rita.santos@ufmt.br Rodolfo Nogueira Coelho de Souza rcoelho@usp.br <p>O principal objetivo deste artigo é desvendar a complexidade e a polissemia da peça <em>Diálogo de Ruptura</em>, que faz parte do tríptico para piano intitulado<em> Três Contos de Cortázar</em> (1985) de Gilberto Mendes, usando uma metodologia analítica multifacetada que é conhecida informalmente como Princípio de Rashomon. Como objetivos adicionais, buscamos explorar a relação da estética da obra com o Pós-Minimalismo, destacando a presença de procedimentos intertextuais e a afinidade com a “Estética da Impureza” proposta por Scarpetta. Portanto, o foco deste estudo situa-se na interseção entre análise musical e estudos intertextuais, buscando contribuir para a melhor compreensão da terceira fase composicional Gilberto Mendes. As cinco abordagens analíticas usadas revelaram as ambiguidades da harmonia tonal da peça, as estratégias de repetição minimalistas e pós-minimalistas, os princípios de coesão estrutural segundo as teorias dos conjuntos e dos intervalos de conjuntos (pcords), e ainda a existência de procedimentos intertextuais. Concluímos que <em>Diálogo de Ruptura</em> é uma síntese paradoxal entre tradição e vanguarda, em que repetições minimalistas coexistem com melodias expressivas e harmonias impressionistas, analisadas segundo perspectivas diversas que confirmaram a conexão de Gilberto Mendes com poéticas transculturais e híbridas.</p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Rita de Cássia Domingues dos Santos, Rodolfo Coelho de Souza https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/383 Materiales armónicos y organización cadencial de las sensibles en los Cinco madrigales para coro mixto de Héctor Tosar 2026-06-23T19:11:46+00:00 Alejandro Barbot armonia.contrapunto@gmail.com <p>Este trabajo analiza los procedimientos cadenciales en <em>Cinco madrigales para coro mixto</em> (1956) de Héctor Tosar, con el propósito de indagar de qué modo se articula la clausura formal en un contexto armónico ajeno a la lógica de la tonalidad funcional. La hipótesis central plantea que, en esta obra, la eficacia conclusiva no depende ni de relaciones dominante-tónica ni de la estabilización de un campo diatónico, sino de la articulación contrapuntística de desplazamientos semitonales dirigidos hacia alturas integrantes de las verticalidades de cierre de frase. El estudio parte de la caracterización del material armónico del ciclo, en el que coexisten acordes construidos por terceras, bicordios de resonancia modal y estructuras de organización cuartal. Lejos de integrarse en un sistema funcional jerarquizado, estos materiales configuran un lenguaje de sintaxis flexible, marcado por la omisión sistemática de acordes cuya conformación remite a aquellos que, en la tradición tonal, cumplen función de dominante. En este marco, se propone una ampliación conceptual de las nociones de sensible y cadencia, con el fin de describir mecanismos de direccionalidad y clausura en repertorios no tonales o postonales. A partir del relevamiento integral de la obra, se identifican veintidós situaciones cadenciales, clasificadas según la cantidad de sensibles involucradas en cada caso. El análisis muestra que la fuerza clausural no depende del tipo de verticalidad final, sino de la convergencia de movimientos semitonales entre las voces. Asimismo, la recurrencia de relaciones de cuarta, quinta y sus expansiones permite sostener que estos intervalos cumplen una función estructurante de particular relevancia en la organización musical de la obra. Se concluye que Tosar reelabora, en un lenguaje cromático del siglo XX, un principio de direccionalidad heredado de prácticas pretonales, en el cual la resolución interválica entre alturas cumple una función organizadora central. Así, la clausura en <em>Cinco madrigales</em> emerge localmente de una red de tensiones contrapuntísticas que articula coherencia técnica, forma y sentido expresivo.</p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Alejandro Barbot https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/388 Tempo livre como problema analítico 2026-04-10T14:44:41+00:00 Juliano Abramovay julianoabramovay@gmail.com <p>Este artigo discute o conceito de música em tempo livre e seus desafios para a análise musical em musicologia e etnomusicologia. Partindo de uma genealogia histórica de debates anglófonos sobre cantos religiosos, o texto mostra como a oposição entre regularidade métrica e liberdade temporal foi frequentemente investida de valores estéticos. Em seguida, examina distinções entre ritmo, pulso e métrica em teorias do pós-guerra, destacando a contribuição de abordagens que deslocam o foco da hierarquia métrica para processos temporais e expectativas perceptivas. No âmbito da etnomusicologia, o artigo discute os limites da notação ocidental para repertórios sem pulso claro, a centralidade de práticas em tempo livre em diferentes tradições e a necessidade de definições operacionais que acomodem periodicidades locais sem pressupor uma métrica global. Por fim, coloca em diálogo proposições analíticas aplicadas a tradições modais (Irã, Índia, Turquia e países árabes), organizando-as em quatro eixos: relações entre prosódia e ritmo; identificação de pulsos locais; segmentação por pausas e por frases; e modos de emergência de métricas locais e de projeções de duração. A síntese do trabalho sugere que pulso e métrica permanecem relevantes, mas assumem configurações variáveis conforme repertório, escuta e prática performática. O artigo conclui defendendo que metodologias para o estudo do tempo livre devem ser flexíveis o suficiente para identificar parâmetros comparáveis entre contextos distintos, sem reduzir suas especificidades, e propõe um conjunto de níveis de observação (fraseado, variações de duração, prosódia e pulsação local) como base para análises futuras.</p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Juliano Abramovay https://revistamusicatheorica.tema.mus.br/index.php/musica-theorica/article/view/391 Violência de gênero em música 2026-05-02T13:01:05+00:00 Matheus Avlis Gonzaga Valdevino de Sousa contatomatheusavlis@gmail.com <p class="Abstract"><span lang="PT-BR">Este artigo insere-se no campo da musicologia, em diálogo com os estudos de gênero e as artes cênico-musicais, ao investigar a representação da violência contra a mulher na ópera. O estudo tem como objetivo analisar de que maneira a violência de gênero é construída e intensificada por meio de recursos musicais na ópera <em>Alma</em>, de Claudio Santoro, evidenciando o papel da música na configuração da experiência dramática e sensorial da violência. A pesquisa articula análise musical e interpretação crítica, a partir da seleção de três trechos da obra nos quais a protagonista é submetida a diferentes formas de violência. A análise concentra-se em parâmetros como harmonia, ritmo, textura, dinâmica, orquestração e desenvolvimento motívico, considerados em sua relação com a ação dramática. Os resultados demonstram que a violência ultrapassa o plano narrativo, inscrevendo-se na própria materialidade sonora da obra. Nesse contexto, a música atua como agente ativo na produção de sentido, evidenciando dimensões físicas, psicológicas e simbólicas da violência.</span></p> 2026-07-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Matheus Avlis Gonzaga Valdevino de Sousa