Uma análise da obra Cyclone de José Augusto Mannis

Autores

  • Iully Araujo Benassi Universidade de São Paulo
  • Rodolfo Coelho de Souza Universidade de São Paulo
  • Fernando Corvisier Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.52930/mt.v10i2.356

Resumo

Neste trabalho analisamos a obra eletroacústica Cyclone, composta em 1983 por José Augusto Mannis. Nossa análise utiliza as teorias da espectromorfologia de Denis Smalley (1986; 1997), o método de nomeação de objetos sonoros proposto por Chion (2009) e ainda a análise de espectrogramas e sonogramas do registro sonoro, com o intuito de compreender os materiais composicionais utilizados por Mannis, assim como aspectos estruturais e interpretativos da peça. A análise constatou a predominância da espectromorfologia gestual de Smalley, com menos seções texturais. Reconhecemos ainda uma grande variedade de movimentações espaciais de objetos sonoros reais e virtuais, cuja predominância relaciona-se ao título da obra.

Biografia do Autor

Iully Araujo Benassi, Universidade de São Paulo

Iully Benassi (iully.benassi@usp.br) é Mestre em Performance pela Universidade de São Paulo - USP, sob orientação do Prof. Dr. Fernando Corvisier, graduou-se em Música com Habilitação em Piano pela FFCLRP/USP, sob orientação da Prof. Dr Fátima Corvisier, recebendo o Prêmio Olivier Toni, destinado aos alunos de destaque artístico. Participou de diversos festivais e congressos nacionais e internacionais, além de masterclasses com renomados pianistas, entre eles Ian Hobson (Reino Unido), Asami Hagiwara (Japão), Jani Parsons (Canada), Geoffrey Haydon (USA), Leslie Spotz (USA) e Wiston Choi (USA). Em 2021, conquistou o Prêmio Especial pela Interpretação das Obras do compositor homenageado e Prêmio do Público no Festival Almeida Prado de Piano.

Rodolfo Coelho de Souza, Universidade de São Paulo

Rodolfo Coelho de Souza (rcoelho@usp.br) é Professor Titular Sênior do Departamento de Música da Universidade de São Paulo, onde ministra disciplinas nas áreas de teoria, análise e tecnologia da música. Fez a graduação na Escola Politécnica da USP, mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP e doutorado na University of Texas at Austin. Foi editor do periódico Musica Theorica e presidente da TeMA - Associação Brasileira de Teoria e Análise, em dois mandatos. Suas pesquisas se dedicam à teoria e análise de obras de compositores brasileiros dos séculos XIX à atualidade.

Fernando Corvisier, Universidade de São Paulo

Fernando Corvisier (corvisier@usp.br) é Doutor em Música pela Universidade de Houston,  Mestre em piano performance pelo New England Conservatory de Boston, Artist Diploma pela Harrt School of Music, e Diplomado pela Ecole Normale Alfred Cortot, Paris. Desde maio de 2002, é professor de piano do Departamento de Música de Ribeirão Preto da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Como pesquisador-intérprete, tem participado de congressos e conferências apresentando trabalhos sobre a obra para piano do compositor Almeida Prado e também dedicando especial interesse ao estudo do repertório de música brasileira para duo pianístico. Em 2025, recebeu a prestigiosa bolsa da Fulbright como Distinguished Visiting Scholar in Arts, na Yale University.

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Publicado

2025-12-25