A permanência das Schemata no século XIX

Autores

  • Matheus Pereira Universidade Federal do Paraná
  • Ernesto Frederico Hartmann UFRJ-UFPR

DOI:

https://doi.org/10.52930/mt.v9i1.283

Resumo

as Schemata (Gjerdingen 2007) são estruturas prototípicas harmônico-rítmico-melódicas amplamente utilizadas na música do século XVIII, especialmente naquela denominada Galante, representando um paradigma composicional de um grande acervo de obras. Desta forma, a utilização desta teoria como ferramenta de análise para obras galantes já é aceita, tendo como resultado trabalhos científicos pautados nesta bibliografia. Entretanto, ao adentrarmos no repertório do século XIX, tratando especialmente das obras do Romantismo, observamos que, ainda, pouco foi explorado acerca da permanência das Schemata como prática composicional. Portanto, este trabalho apresenta uma série de exemplos em que tais estruturas prototípicas se fazem presentes no período Romântico, então já plenamente estabelecido em meados do século XIX, articulando-os com o conceito de cânone musical de William Weber, com intuito de demonstrar que a teoria de Gjerdingen possui potencial para analisar obras pós estilo Galante.

Biografia do Autor

Matheus Pereira, Universidade Federal do Paraná

Matheus Pereira (matheusmp96@gmail.com) - Bacharel em Música com Habilitação em Composição pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Concluiu o Mestrado em Música na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde desenvolveu a dissertação intitulada "Estruturação e Schemata na Música do Século XIX", na qual foi avaliado a permanência das Schemata em obras oitocentista, em especial no Quinteto, Op. 44 de Robert Schumann e no Trio, Op. Posth. de Johannes Brahms. Sua pesquisa envolvendo o escopo "Schemata" iniciara no Projeto Institucional de Iniciação Científica da Ufes, onde, orientado pelo professor Dr. Ernesto Frederico Hartmann Sobrinho, desenvolveu o subprojeto de pesquisa “Estruturação e Schemata nos Rex Tremendae e Lacrimosa do Requiem K. 626 de W. A. Mozart”. Além da formação acadêmica, iniciou em 2023 o Curso de Formação Musical com Habilitação em Piano Erudito pela Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames). Atua profissionalmente como professor de música, lecionando aulas de piano e de teoria musical em variadas escolas de música.

 

Ernesto Frederico Hartmann, UFRJ-UFPR

Ernesto Hartmann (ernestohartmann@musica.ufrj.br) - Graduado em Piano pela UFRJ, Mestre em Piano pela UFRJ, Doutor em Música (Linguagem Musical) pela UNIRIO e realizou estágio de Pós-Doutorado no PPGMúsica da UFPR. Também faz parte da sua formação cursos livres de regência com o Maestro Alceu Bochino na EMVL/RJ, Graduação em regência na UFRJ (incompleto) com o Maestro Roberto Duarte, além de master-classes de performance com os professores: Sônia Maria Vieira, Colbert Hilgenberg, Luís Carlos de Moura Castro, Homero Magalhães, Luís Medalha, Luís Senise, Glória Maria da Fonseca, Myriam Grosman, Caio Pagano, Ondine Mello, Frederick Moyer (USA), Fani Solter (Alemanha), Mario Papadopoulos (Inglaterra), Domenique Merlet (França), Mikhail Rudy (Rússia), Ruth Laredo (EUA) entre outros importantes nomes. Atua profissionalmente em recitais de música de Câmera e como solista. Como docente da UEMG, dos anos de 2000 a 2005, idealizou e organizou a Orquestra de Câmera desta instituição, constituída de alunos do curso de graduação em instrumento e colaboradores. É compositor, tendo sido premiado no 1º Concurso SESI Minas de Composição para Orquestra do SESI, realizado pela FIEMG/MG em 2006 e participado de festivais e eventos de música contemporânea com destaque para as Bienais de Música Contemporânea da FUNARTE (2007/2009). Trabalhou como docente na UFMG, UFES, UFSCar e UFF e atuou também como Coordenador do curso de Licenciatura em Música da Universidade do Vale do Rio Verde e dos cursos de Graduação (Bacharelado e Licenciatura em Música) do Conservatório de Música de Niterói. É pesquisador dos grupos Arte, Filosofia e Literatura na Idade Média e Contexto, estruturação, influência e estilo musical entre 1850-1950. É Professor Associado da Escola de Música da UFRJ onde leciona a disciplina Piano. É também Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPR.

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Publicado

2024-06-30

Edição

Seção

Artigos